É notória a necessidade de contribuir com o meio ambiente e a responsabilidade de todas as empresas para este fim. Imagine aliar a esta necessidade a uma redução de custos, isto é possível na área de tecnologia, é a chamada TI Verde, cada vez mais adotada em empresas de médio porte.

Como reduzir custos e ajudar o meio-ambiente?

A TI Verde é um conceito cada vez mais abordado entre os gestores de TI e a seu favor trazem duas bandeiras, a primeira se refere ao fator ambiental: menor gasto de energia, diminuição da poluição (ocasionada pela diminuição na produção de equipamentos) e a responsabilidade social. A segunda bandeira se refere ao fator custo: redução nos custos de energia elétrica e a redução de investimentos em hardware.

Na prática a TI Verde indica quatro ações para os gestores:

  1. Dimensionamento correto da infra-estrutura física
  2. Virtualização dos servidores
  3. Sistemas de refrigeração eficiente
  4. Layout de piso

Em cada um dos pontos acima existem ações a serem tomadas visando além da redução de custos, o meio-ambiente.
Um dimensionamento correto da infra-estrutura física, permite consumo menor de energia pelos sistemas de refrigeração e de energia elétrica.

Os sistemas de refrigeração de data-centers ou salas de CPD são os principais responsáveis pelo consumo de energia, muitas das vezes são superdimensionados e não utilizam os equipamentos mais indicados, gerando umidade no ambiente.

Programar o posicionamento das máquinas nos corredores de ar quente e frio de maneira que um equipamento não prejudique a refrigeração do outro, isto traz benefícios para o equipamento e menos esforço para o sistema de refrigeração.

A virtualização de computadores alia a maior atração da TI Verde, a redução em investimento com hardware, principalmente de servidores e é um assunto que merece destaque especial.

Virtualização de Servidores

O investimento em preservação ambiental não consiste em um gasto a mais, no caso da virtualização é justamente o oposto.

Servidores dedicados normalmente não consomem a metade de seu processamento, estão ociosos e gastando a mesma quantidade de energia, então como usar o máximo de sua capacidade?

A virtualização se apegou, dentre vários motivos, a esta questão, usar a capacidade ociosa dos servidores para outros fins. A virtualização, em simples palavras, é usar um hardware para o funcionamento de vários servidores.

Um software é instalado e com ele você cria as chamadas máquinas virtuais. Todas compartilham os mesmos recursos do sistema, mas cada máquina virtual as enxergam de maneira individual.

Um exemplo simples para ilustrar as máquinas virtuais é o uso da placa de rede. O servidor físico possui apenas uma placa de rede porém cada uma das máquinas virtuais pode ter seu IP, seu gateway, seu DNS diferente de qualquer outra máquina virtual instalada.

Em um mesmo hardware podemos instalar diferentes sistemas operacionais em máquinas virtuais, imagine um ambiente que possui um servidor de internet com sistema operacional Linux e um outro servidor de acesso remoto no sistema operacional Windows Server, na virtualização, o hardware pode conter estes sistemas operacionais sem problemas.

Do ponto de vista da segurança a redundância dos servidores fica mais simples e menos dispendiosa. O gestor não precisa replicar dez servidores físicos e sim somente um hardware.

A administração fica mais simples, os servidores ocuparão um menor espaço físico, o sistema de refrigeração será mais facilmente dimensionado a redução de energia serão os pontos observados na adoção da virtualização.

Dentre as várias razões aqui expostas a mais encorajadora talvez seja que os softwares para fazer a virtualização em empresas de médio porte não possuem custo, são distribuídos gratuitamente e possuem um grande suporte por suas comunidades na internet.

Esta é uma tendência consolidada em todo o mercado por seu benefício social e principalmente pela redução de custos, vale a pena estudar e investir.